A Trigoxina não existe. Assim como o vibranium em Pantera Negra ou os dinossauros de Jurassic Park
O que é Trigoxina? A droga misteriosa do filme ‘Fuga’ existe na vida real?
Se você já assistiu ao novo suspense psicológico Fuga, que vem dando o que falar nos cinemas, provavelmente saiu da sessão com uma pergunta na cabeça: afinal, o que é a Trigoxina? A substância, que desempenha um papel central na trama angustiante vivida pela protagonista, é apresentada com uma aura de mistério e perigo, capaz de alterar a percepção e o comportamento de quem a consome. Mas a grande questão que fica é: essa droga existe ou é pura invenção de Hollywood?
No enredo de Fuga, a Trigoxina é um medicamento de cor esverdeada, administrado de forma controlada e que se torna uma peça-chave no quebra-cabeça da personagem principal. Seus efeitos são mostrados como sedativos e capazes de induzir a um estado de confusão e passividade, sendo fundamental para o controle exercido sobre ela. A forma como a droga é utilizada na narrativa cria uma tensão crescente e deixa o espectador em dúvida sobre o que é real e o que é manipulação.
A Verdade Sobre a Trigoxina
Pode respirar aliviado (ou talvez se decepcionar, se você for um fã de teorias da conspiração): a Trigoxina não existe. Assim como o vibranium em Pantera Negra ou os dinossauros de Jurassic Park (recriados, claro), a Trigoxina é um elemento completamente fictício, criado exclusivamente para servir à história do filme Fuga.
Na terminologia cinematográfica, esse tipo de elemento é conhecido como “MacGuffin”, um termo popularizado pelo mestre do suspense Alfred Hitchcock. Trata-se de um objeto, substância ou objetivo que impulsiona a trama e motiva as ações dos personagens, mas que, em si, não tem grande importância ou detalhamento. A função da Trigoxina no roteiro é clara: justificar o estado da protagonista e criar um obstáculo tangível e assustador para sua jornada, sem a necessidade de se aprofundar em farmacologia real.
Inspiração na Realidade?
Embora a Trigoxina em si seja falsa, a ideia de drogas que alteram a mente ou controlam o comportamento não é totalmente estranha à ciência, ainda que de forma muito menos dramática. Substâncias como a escopolamina, conhecida popularmente e de forma um tanto sensacionalista como “sopro do diabo”, são conhecidas por causar desorientação e perda de memória, sendo por vezes associadas a crimes.
Além disso, a história da medicina e da ficção está repleta de “soros da verdade”, como o tiopental sódico, que são barbitúricos que podem levar a pessoa a um estado de sonolência em que se torna mais falante e desinibida, mas sem garantir que a verdade seja dita.
No entanto, a forma precisa e os efeitos controlados da Trigoxina, como vistos em Fuga, pertencem puramente ao campo da ficção científica e do suspense. A criação de um nome que soa científico e plausível é uma técnica comum em Hollywood para dar um verniz de autenticidade à trama e aumentar a imersão do público.
Portanto, da próxima vez que você vir um elemento misterioso como a Trigoxina em um filme, lembre-se: o objetivo principal é te prender na cadeira e fazer a história funcionar. E, nesse quesito, a equipe de Fuga certamente foi bem-sucedida.
